|
Magamalabares |
Sexta-feira, Julho 01, 2005 Do lugar que foi esquecido, comido pela névoa pálida destes dias gélidos, e das folhas marrons e tristes que o inverno levanta e faz rodopiar na estrada abandonada; da espera silenciosa que mergulha cada ser no seu profetizado penar pessoal e fadado ao eterno; do soldado que causa e sofre a morte, da mulher que espera a sorte de um dia voltar a ter mais do marido que as cartas guardadas no pote de bolachas, as cartas que cessaram de vir já faz alguns meses; da infância cinzenta e muda que cresceu sob a lágrima surda duma família amputada e aprendeu a não ter cor; dos amores que foram vencidos, dos anos que foram perdidos e não voltaram nunca mais... Do que foi enterrado. Do que foi banido. Do lugar que foi esquecido. posted by julie @ 18:54 - |